quarta-feira, 14 de maio de 2014



"Só preciso de alguns abraços queridos, a companhia suave,
bate-papos que me façam sorrir, algum nível de embriaguez
e a sincronicidade: eu e você não acontecemos por uma relação causal, mas por uma relação de significado, que ainda estamos trabalhando."

Caio F.


terça-feira, 6 de maio de 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

Me queria bem.

“Ando fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis, (…)Meu coração tá ferido de amar errado, você me entende? Queria  que você entendesse os meus poços escuros, os meus becos – que me fazem mergulhar em silêncios às vezes longos. Não devemos nos perder, somos tão poucos. Me queria bem.”

- Caio Fernando Abreu (22/08 – mês do desgosto – 77), fragmento de carta, do livro “Cartas – Caio Fernando Abreu”.

Você vai descobrir quê...




"Primeiro você cai num poço. Mas não é ruim cair assim num poço de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê."

- Caio Fernando Abreu, fragmento do conto "Nos Poços". em: O Ovo Apunhalado.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

São coisas da vida.


"Me dói ter passado tanto tempo atenta a ele — quando ele nunca ficou atento a mim. E eu passei tanta coisa dura.
Rita Lee canta “são coisas da vida”.

Caio Fernando Abreu.

E você sai. 
Conhece novas pessoas.
Se envolve com outras pessoas. 
Romanceia com outras pessoas.
Mas tem vezes, que a saudade vem mesmo assim, sem chance de fuga.
E é bom deixá-la vir. Sentir. E deixá-la ir.
Faz parte...